9.1.09

inícios [2]

Foi um período de pré-estréias, diversões noturnas, algumas caminhadas. Pergunto se vida é isso ou aquilo. Pergunto o que é praia, férias, janeiro, telefone celular.

Depois daquela linha tem um rio. Foi avisado. Ou, pelo menos, achei que fosse. Aprender, sempre. Reaprender a escrever. Nova tarefa.

Esforço, suor e um pouco de ética.

2.1.09

inícios

o ano passado começou com 'a culpa é do Fidel'. não lembro bem sobre o que eu pensava. a tarde era agradável, a Augusta estava quase cotidiana. até encontrei a menina com biscoito integral.

este ano começou com 'a bela Junie'. foi expresso, água, como quase sempre, e chuva, poça d'água. fui para a Augusta de propósito, e estava vazia, muito. queria sentir a mesma coisa que senti quando a moça me alertou do rato. mas foi nada.

26.12.08

natal em oito

os insetos que não me esquecem. e é de noz, de tofu, de cereja, de natal. eu digo que quero de volta, isso bem no recôndito da memória, quando cochilo no sofá na espera da campainha do aparelho. ao mesmo tempo, não quero outra revolta, de 20 anos mais ilusões, do outro lado, leste, e da falta de fala. se vier, eu vou, e a vida vai ser outra. mas o medo de que seja outra é muito grande, grande demais, pesada demais, do tamanho do monstro dos sonhos de antes, que empurravam o carro ladeira abaixo, nada com os sonhos de 20 anos mais tarde, sem carros, mas com listas de 'porquês'. os motivos da vida - que causam -, flechas - que levam e lançam para não sei onde. tento cantar com os vidros levantados, porque a voz não é das melhores, tento caminhar de rosto baixo, porque a expressão não é das melhores, tento usar a malha e o cachecol, porque a saúde não é das melhores, e tento tirar-extirpar um pedaço da carne que se criou já um tanto degradada, porque assim é melhor, porque por mais eu não saiba bem o que se faz de bem ou de mal, tudo que é feito com uma força maior que o comum é prejudicial. mas isso foi tema de uma outra reflexão, segundo a qual precisa-se empurrar um pouco com a ponta dos dedos em uma superfície lisa, quase livre de atrito, para que haja vida, mesmo que prejudicial.

Um beijo

É um corpo mais alongado, e as formas mais finas. Sorrio e tento juntar as palavras para que elas saiam de forma, pelo menos, mais lúdica. E eu estou bem.

E não é que se disse a verdade quando disse que se vinha?
E não é que se disse a verdade quando disse que se ia?

Às vezes, pode parecer trabalho perdido o de juntar. (E eu estava bem.)

Morder o lábio mais forte. E o pescoço também.

A cena do meu rosto no afastamento, na luz que incide, nos olhos que se fecham e na reaproximação (efêmera).

Um beijo.

21.12.08

isso aconteceu com g. manzo.

ela namorava um rapaz indeciso, inseguro e medroso, mas o amava. acontece que, alguns meses depois, não deu certo e acabou. corriqueiro assim (?).

g. manzo já conhecia um outro cara: decidido, excêntrico, imprevisível. a primeira vez que eles ficaram juntos, em uma fração da noite, ele colocou cuba libre na boca dela da forma mais esquisita desse mundo. ela aprovou. mas nada começou nem acabou.

outro dia, ou outra noite, g. manzo foi atrás de tudo que fosse nada daquilo tudo. terminou em casa, assistindo 'pushing dasies' e procurando desesperadamente por achocolatado no armário para escurecer um pouco seu leite desnatado.